Caros leitores, estamos de volta. Como um Icuí/ver-o-peso chegamos, mas não saberemos quando passaremos por aqui de novo, logo trate de embarcar nessa sofrível viagem pelos lugares mentais mais feios, acompanhado por pessoas também portadoras de tal aspecto.
Nos anos de 1960 o mundo resolveu porralocar, as mulheres e os negros norte-americanos resolveram sair em busca de direitos e os estudantes franceses faziam greves em Paris exigindo entrada liberada até as 23:30 na balada e terça do litrão um tipo de educação compatível com o mundo pós-segunda guerra.
Estudantes protestando nos anos 1960 e na atualidade
Nessa mesma época, na Jamaica, um grupo de jovens lisos e influenciados capilarmente pelo Djavan procuravam uma maneira de conquistar as gata sem precisar de estripulias higiênicas para isso, surgia assim o Reggae (palavra que significa "farrapo", "discussão" ou "discussão entre farrapos" de acordo com a infalível Wikipedia). O ritmo falava da Jamaica, paz, Jamaica, amor, Jamaica, positividade, Jamaica e Jamaica. Por conta da temática pouco repetitiva, logo o reggae chegava ao Brasil e - assim como a família Sarney e o guaraná Jesus - fincava seus pés no Maranhão.
Quem inspirou o hairstyle do reggae e a cara do Maranhão
Não demorou muito para o ritmo jamaicano pegar um ônibus da Transbrasiliana, cruzar fronteira interestadual e adentrar em terras jaderanas/maioranas. Nos anos 90 reggae se popularizava no Pará.
Nos início os nossos amigos rastafáris eram muito comuns na periferia da cidade, mas com o alvorecer do século 21 e sua mania de rico imitar pobre, o reggae chegou aos points da cidade, fazendo o seu aprendizado imprescindível para o sucesso na noite paraense.
Pensando no seu conforto, nossa equipe elaborou um manual com todas as dicas necessárias para você atear fogo na Babilônia.
Confira
Os lugares:
O reggae advém de uma cultura simples, logo regueiro não gosta de lugares confortáveis, com ar condicionado, louge ou área vip. Para achar os melhores points regueiros de Belém procure espeluncas quentes com as cores verde, vermelho e amarelo. Na fachada desses estabelecimentos deve estar anunciando gratuidade para universitários e mulheres e alguma outra coisa acompanhada da palavra "litrão".
Dois ícones da cultura regueira
A música:
Para ter seu cadastro aprovado na Tribo de Jah, você precisa obviamente saber as músicas, mas não se afobe visitando sites como o vagalume e baixando reggaes. Basta você se focar e repetir as palavras Jamaica, positividade, Jah e Bob Marley. Ah, de vez em quando aparece Babilônia também.
E não se esqueça sempre de dar uma de viciado em crack e dizer que gosta só das pedras, mesmo não tendo a mínima noção do que isso significa.
Não faça como o Indiana Jones, ame as pedras
A roupa:
A armadura do guerreiro de Jah é fundamental para ter sucesso na presepada empreitada jamaicana. Para ser trend na massa regueira não precisa se desesperar, basta enfiar uma estampa com a foto do Bob Marley onde for possível e vestir a roupa mais velha/estampada que você tiver, de preferência com temas indianos. Use e abuse do estilo napolitano da jamaica e tente combinar (se conseguir) as cores vermelha, verde e amarela, se possível se pinte com essas três cores.
Acessórios também são fundamentais. Para bombar no Marley e eu, vá à praça da República domingo e gaste todo seu dinheiro comprando as bijuterias dos hippies, principalmente colares de sementes gigantes. Quanto maior a semente do seu colar, mais gatas vão querer jamaicar com você.
Não tem erro: Sementes gigantes + estampas do Bob Marley
A dança:
Numa vibe positiva solta pelo ar a dança é fundamental, ela vai decidir quem é você no mundo de Jah. O primeiro passo consiste na expressão facial que os regueiros fazem quando toca a música, a reggaeface.
Para reproduzir uma reggaeface de sucesso você precisa inicialmente fazer cara de dor. Finja que está cutucando uma afta com a língua ou que está com crise renal, em seguida tente se imaginar tendo um orgasmo nessas condições, misturando a cara de dor com carinha de quem está gostando demais. É isso! você fez a reggae face!
A reggaeface
Com a cara do reggae, agora você precisa se querer no ritmo jamaicano. Feche bem os braços, encostando os cotovelos nas costelas, agora finja que estão esfregando a orelha de um coelho chichila nos seus mamilos a cada palhetada de guitarra na música. Pronto! você está quase lá.
A dança de reggae entre duas pessoas é diferente no Pará, sofreu adaptações por conta do enxerimento parajoara, portanto quando for regar uma moça (nada de goldenshower!) pincele a vontade. Faça com a pélvis o que Daniel San fez com as mãos quando pintava a casa do senhor Miyagi, as gatas de Jah vão amadorar.
O Pinte a cerca!
A sedução:
No reggae é importante seguir algumas dicas de sensualização, primeiramente as moças regueiras não gostam de rapazes com a aparência usual, preferem aqueles que fazem cosplay de mendigo. Logo quando for se querer no reggae emendigue-se. Vista aquela roupa moda praia que custou mais que dois ternos de crente e crie uma massa capilar chamada de dread, quanto mais asqueroso seus dreads, maior seu poder de sedução.
Outro ponto importante é se passar hidrantante de pupunha, as moças regueiras adoram uma pele oleosa, que ajude a grudar na hora de dançar coladinho e gostoso. Por isso nada de tomar banho pelo menos 72 horas antes de ir ao reggae. Por exemplo: se a radiola vai tocar na sexta, tome seu último banho quarta, ao meio dia.
Mendingos besuntados, esse é o segredo do sucesso no reggae
Seguindo essas dicas você vai ser considerado roots, um estágio equivalente ao de Phd, que inclusive será critério de desempate nos concursos públicos futuramente.
















10 pessoas enganadas:
Não te aconselho a ler este post nas proximidades do Mormaço...rsrsrs
Isabeli Fontana, antes de namorar do filho de Bob Marley, leu esse texto
pqp!!! está de parabéns pela matéria. xD
Já tõ divulgando (como sempre) mais esse texto. Parabéns. Ao menos me traz o sorriso cínico. Mesmo que não me ajude a terminar a minha dissertação.
'Seje' regueiro-guereiro, forrozeiro de juazeiro, funkeiro do rio de janeiro ou bregueiro do outeiro... Mas 'seje' autêntico!
As patys forçam a barra em ser regueira-guereira com roupa hippie de boutique, os boy regueiro-guereiros de bermuda e regata da overend (q custam quase o mesmo preço do meu aluguel) e para disfarçar compram os colares de sementes na pça. da República mesmo.
Mas quem disse que tem q ser 'mendingo' pra ser regueiro?
Hey Loro tu esqueceu de falar do paraíso dos regueiros-guereiros paraenses nas férias julinas e révéion: AlgodoBeach!
Lá todo mundo é roots, até o reggae é roots!
Ou não.
Agora que já sei como me portar/vestir/dançar nos reggaes da vida, vou seguir cantando... "sexta-feira eu desço a ladeira e vou curtir, curtir uma regueira..."
E eu sou regueira eu.
;~)
Ah tá, por isso que eu sempre sobrava nos meus tempos de Mormaço. Precisava dessas dicas.
Essa da reggaeface foi fodástica kkk
Muito bacana esse poster, espero que que todos que lerem ele, tenham a consciência que isso é humor, porque pra isso ele cumpre muito bem a sua finalidade, agora aqueles que já tem uma tendencia para intolerância isso é um prato cheio.
UAHUAHUAHUAHUAHAUHAUHA #ripradiabo O Loro da Doca é um patrimônio, olha...
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