sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Música de sexta II

Caros visitantes entediados que clicam em qualquer link para procrastinar o trabalho.
Estamos de volta com mais um post nesse blog que é quase uma tekpix, possui inúmeras funções mas nenhuma desempenhada de forma decente.
Hoje é sexta-feira de novo, dia do relógio tropeçar nos ponteiros dos segundos, dos companheiros de trabalho se vestirem de maneira mais engraçadinha. Dia de evitar a todo custo o Globo Repórter.
E para fazermos da sua sexta-feira a noite mais linda do mundo, nossa equipe - após dezoito horas de exaustivas discussões sobre qual o pior vilão de mulheres de areia - escolheu uma música do início dos anos noventa, mas que se assemelha tanto aos dias de hoje como o Sivuca se parecia com o Hermeto Pascoal.
 Hermeto Pascoal e Sivuca
A Belém dos anos noventa, como o Brasil inteiro, vivia momentos econômicos difíceis. A década de oitenta havia acabado mas deixava como herança a Playboy da Magda Cotofre, penteados horríveis e a empolgação manceba do Cazuza. Pelo país adentro as pessoas pensavam em fazer as piores maldades com os demarcadores de supermercado, Fernando Collor de Mello confiscava a poupança dos Brasileiros enquanto Felipe Barreto confiscava a poupança da jovenzinha Malu Mader na novela "O Dono do Mundo".
 Os mais odiados do início dos anos noventa
No Brasil a população aprendia o significado de três palavras: camisinha, HIV e inflação. A crise econômica provocada pela elevação dos preços fazia da Ministra da Economia uma celebridade tão comentada e cutucada como uma BBB. Nesse cenário se desenvolve a canção de hoje.
A música "Não vou sair" (cantada na voz do nosso Pedro Bial Fernando Pessoa, Nilson Chaves) representa justamente a visão de uma geração já meio decepcionada com o tipo de democracia pós-ditadura militar e sem muitas pespectivas em um país com superinflação, recessão e tendo o corte de cabelo sorvete como moda.
Esse panorama desanimador da falta de oportunidades parece com o encontrado por aqui hoje, um clima de quem-sair-por-último-de-Belém-apaga-a-luz alagava a cidade tal qual as obras mal feitas do prefeito Duciomar Gomes da Costa (era de se esperar que uma cidade governada por um prefeito com nome de sardinha vivesse debaixo d'água né?), esse cenário levava muitos belenenses a saírem da capital do estado em busca de outras regiões onde pudessem ter melhores condições de vida ou pelo menos usar uma jaqueta.
Aí entra um dos maiores, mais ricos e mais coadjuvantes países das Américas, o Canadá. O território extenso e gelado, além da população de barba e camisa quadriculada, fizeram com que a população indie paraense migrasse em peso para as terras frias do norte, inclusive a peguete do Nilson.
Contudo quando nosso herói amazônida preparava suas malas cheias de informativos da SECULT, o luar ricocheteou no mar e despertou o regionalismo faceiro com sabor de açaí no nosso paladino do Terruá.
Apesar de possuírem quase vinte e um anos, os versos soam mais atuais que muitos tecnomelodys prometedores de passar o sal e se entrelaçam na contemporaneidade de uma Belém aniversariando em uma das piores gestões de sua história, com os milhares de conterrâneos sofrendo de banzo e até com a Luíza que outrora estava no Canadá.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Música de sexta

Olá caros revolucionários de hashtag.
Estou tentanto ao máximo fazer um esforço criativo para voltar a publicar por aqui com mais frequência, contudo a única coisa que eu criei até agora foi um pouquinho de vergonha na cara para postar mais um daqueles textos merecedores de alt + F4.
Chegamos ao dia mais forçosamente idílico da semana, sexta-feira, a apoteose dos happy hours, o dia da semana onde os chefes são mais xingados nas mesas dos bares mundo afora. Aproveitando esse clima despojado e tentando reforçar sua crença patética de que esse fim de semana será o melhor da sua vida (e nunca vai acabar com a companhia do Faustão), nossa equipe composta por 265 músicos, treze coreógrafos e uma pedagoga pra encher o saco resolveu trazer para vocês nas sextas-feiras algo para lhes fazer refletir, dançar e cantar. Não! não é o espelho do banheiro. A equipe do lorotas da doca juntamente com a "Pablo qual é a música" consultoria musical inaugura nossos post exclusivos de sexta-feira onde uma música será escolhida e comentada aqui.
Para estrear esse espaço - e afundar de vez o blog - colocamos uma música que fez sucesso em Belém em meados dos anos noventa.Calma, você provavelmente está pensando em algum brega envolvendo uma banda com o nome regional e pinduquista não é? Acertou!
A música "Rolando um brega" da Banda Sabor Açaí pode fazer você xingar o gosto musical da nossa equipe mas ela é perfeita para inaugurar esse espaço.
Quem tem por volta dos seus trinta anos lembra de uma noite bem diferente da atual,  o espírito da dança assombrava cidade (graças ao Sexto Sentido do rebolado, Wladimir Costa, o cara que via o espírito da dança todo o tempo), o número de opções era bem diferente e as atrações daqui (mais conhecidos como "artistas da terra") exibia um regionalismo ingênuo e sincero, sem a plastificação de manifestação social de periferia.
Era uma época sem bares clones com cadeiras de madeira ocupando as calçadas, casais com cara de paisagem e violeiro com um setlist fazendo nossa mente variar entre imaginar o Djavan devorar alguém ou visualizar como é a aparência de mulher feita quando Deus pensava em dinossauros.
O espírito da dança e a música inspiradora do Djavan
Não estou sendo saudosista ou nostálgico como alguém que engordou e empelhancou dez quilos na última década, mas a cidade era menos violenta e transpirava uma boêmia lírica onde ainda sê vê em poucos lugares. A canção cita o African Bar, uma espécie de irmão mais velho do jovens noventistas, no qual a maioria dos jovens dessa época estreou quando ainda se chamava balada de "farra".
Vários outros lugares são citados, desde os mais "comportados", como o Olê Olá, até os povoadores das mentes dos adolescentes da geração "Sexta Sexy: Emannuelle" como o Lapinha e o Kalamazoo. A música faz referência também às aparelhagens e reflete uma Belém em transição entre a linguaguem dançante dos fins dos anos noventa e a linguaguem de surdo mudo das aparelhagens, onde as pessoas não dançam, ficam fazendo gestos com as mãos.
Vale a pena ouvir aos desconhecedores de uma velha Belém de 13 anos atrás, inserida apenas com a ponta dos pés na globalização. Para os que conheceram essa época a música será um foursquare mental.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Belém do Pará, um dia...

O sol mais uma vez cobre a cidade com seu caloroso cobertor amarelado, parece reanimador e vem para despertar uma cidade que já estava acordada, esperava apenas seu cálido despertador se manifestar. Amanhece mais um dia em Belém, a cidade se levanta ao som de kombis moribundas indo e vindo da CEASA, do barulho mal educado e por vezes apressado dos motoristas de ônibus, dos sons automotivos dos últimos vidalokas se vangloriando por não terminarem a farra.

A cidade se colore em um arco-íris de tonalidades parecidas com as roletas de festas interioranas, um calendoscópio bonito se forma no ver-o-peso entre o prateado dos peixes; o verde, vermelho e amarelo das frutas; o azul do céu e as cores bizarras dos uniformes escolares. Pela cidade logo se espalham morenas do beiço vermelho de batom, estudantes e operários de semblante apressado parados esperando o ônibus imaginando como suas vidas seriam melhores se não tivessem que trocá-las por um futuro um pouco menos sofrível. A manhã ensolarada anima a triste decadência da capital.Bate uma esperança no futuro de Belém.
A manhã passa entre aposentados caminhando, office boys, domésticas, galanteios da Construção Civil e assovios de flanelinhas. O sol pouco a pouco se intensifica até atingir o auge do seu cinismo ao meio dia, transformando os ônibus da cidade em estufas de bicicletas de completo. Buzinas, engarrafamento e um vendedor de bombons que acabou de subir no ônibus fazem pensar em alguma forma de sair da cidade, abandonar Belém, enquanto milhares de paixonites dos transportes coletivos estouram pela cidade.

Quando se pensa nada ser pior que o sol, o azul do céu repentinamente dá lugar à uma tempestade castanha como a descrita pelo Renato Russo. A chuva chega inspirando os ricos e apresando os pobres, retira-se deixando uma mistura de suor e chuva na testa e um cheiro de asfalto molhado com café típico de Belém. Na Doca emanam os odores da Phebo perfumando o esgoto decadente em forma de canal dando melhor feitio até aos ratos.

O fim da tarde vem trazendo consigo o companheiro inseparável da cidade nos últimos anos: o caos. Buzinas se misturam aos carros-sons, sirenes de ambulância e da polícia, batidas de carros estúpidas, dance music no rádio, celulares miando tecnobrega e o sississississi das cigarras anunciam a chegada de mais uma noite em Belém. Enquanto as pessoas procuram mentalmente dentro de um Cipriano Santos - Pres. Vargas superlotado por algum parente em outra cidade para pedir arrego, o sol aparece sorrindo e abençoando toda essa bagunça.
A tarde agoniza em moças formosas com roupas de academia, crianças voltando da aula, happy Hours, Universitários, litrões, pessoas fazendo aniversário ou se despedindo da cidade. Bares lotam as calçadas sob a  trilha sonora de alguma MPB clichê enquanto carros de mais de oitenta mil reais passa lentamente pela frente. Na Pedreira, Jurunas e Guamá a criançada brinca nas ruas e nas vilas, os vizinhos mantém uma Belém de vinte anos atrás e se reúnem nas suas portas para comentar o dia-a-dia afrontando a imagem construída dos bairros. A noite cai diante do testemunho barulhento dos postos de gasolina e assaltos com refém atordoada por paradas de ônibus lotadas de operários e casais romanticamente encaixados esperando o último obstáculo para chegar bem em casa. Facanhas de quem mora em uma cidade violenta.
Dentre fogos misteriosos e apitos de guardas noturnos a madrugada se esvai. Ao som dos grilos do sossego ou dos graves automotivos mais um dia amanhece em Belém do Pará e o sol, vaidoso, inicia mais uma árdua jornada de mostrar esperança no cada vez mais difícil exercício de viver em Belém.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Previsões 2012

Bem meus caros e apóstatas leitores, depois de um grande recesso resolvi espanar a poeira desse espaço e voltar ao patético ofício de blogueiro, ninguém tá nem aí mesmo, mas eu tenho a péssima mania de me justificar sem a mínima necessidade.
Como o Mestre dos Magos, o lorotas volta cheio de indiretas, dicas inúteis e - é claro - aparecendo quando bem entender.
Estamos iniciando o ano de 2012, o último dos anos do calendário Maia, a civilização ocidental é uma graça, adora copiar culturas alheias com a desculpa de globalização, a vez agora é dos Maias, resolvemos acreditar neles e inventar um fim do mundo para bolarmos cantadas, piadinhas, festas do litrão ou de ressaca. Ora, os maias também tinham o hábito de colocar pequenas contas nas testas das crianças para que elas ficassem vesgas, iremos imitar isso também? ... Antes que alguém tente vamos terminar esse parágrafo.
Enfim, todo início de ano é a mesma coisa, esperanças renovadas, o pré-natal igual ao pós-natal com todo mundo barrigudo, programação enlatada na televisão e as previsões, ah as previsões...
 O pré-natal e o pós-natal
Prever o futuro é uma das artes mais antigas da humanidade, estudiosos acreditam que o primeiro homem a conseguir vislumbrar o amanhã foi um sujeito afim de uma moça bonita que previu a paixão dela por um babaca, iniciava-se o ritual tão obrigatório aos finais de ano quanto ficar olhando a cara de índia velha do Roberto Carlos.
 A primeira previsão feita e a carinha mais famosa dos fins do ano
A equipe do lorotas, é claro, não poderia ficar fora dessa. Aliás poderia, mas o tédio provocado por um filme idiota com um cachorro foda e vilões mais idiotas ainda na sessão da tarde nos obrigou a escrever esse post com previsões para o ano que se inicia.
Tentamos a ajuda de diversos especialistas em previsões, mas como todo ano sempre acontecem as mesmas coisas, resolvemos apenas copiar os três dois primeiros sites que apareceram na busca do google.
Veja abaixo as previsões mês a mês:
Janeiro: Catástrofes naturais ocasionadas principalmente pelas chuvas vão afetar o sudeste brasileiro, você não vai estar nem aí e vai ficar dizendo impropérios mentais elogiando a boa forma da moça do tempo. O mês terá momentos difíceis com a chegada da fatura do cartão de crédito com as compras de Natal, no campo das amizades você começará a selecionar suas amizades de acordo com quem vê ou não Big Brother.

Fevereiro: As tragédias provocadas pelas chuvas no sudeste assim como tudo que acontece no Brasil e no mundo serão abruptamente esquecidos por conta do início do carnaval, marcas no joelho e no pescoço podem aparecer inexplicavelmente pela manhã em você durante os dias de carnaval, uma música que tem versão em tecnobrega, forró e sertanejo universitário vai dominar sua mente. No fim do mês você vai jurar nunca mais beber.

Março: O ano finalmente se inicia, você vai começar a contar as horas pro fim do expediente, os dias que faltam pra chegar sexta e vai decorar todos os feriados do ano com uma habilidade impressionante.

Abril: As promessas de perder peso feitas na virada de 2012 vão pro espaço com a páscoa. Se você tiver dinheiro para viajar vai entupir seu Facebook de fotos espontaneamente forjadas, se não tiver vai usar as redes sociais pra falar mal de quem viajou.

Maio: Você vai ser convidado para algum casamento, se tiver namorada vai ser pressionado a casar, se for solteiro vai ter vontade de casar. Chantagens emocionais de mãe podem aparecer no percurso.

Junho: Você vai fazer cosplay de Alceu Valença no Arraial do Pavulagem fingindo curtir a cultura paraense mas na verdade só vai pra encher a cara, os universitários vão pensar nas mais diversas formas de suicídio ou homicídio, Os namorados vão venerar as namoradas fazendo poker face em fila de restaurante no dia 12, as solteironas vão venerar Santo Antônio no dia 13. Você vai se matricular em uma academia para ficar em forma para o mês de julho mas só irá pelo período de uma semana.

Julho: Você vai fazer uma viagem que só vai lhe trazer dívidas e ressaca moral, se você estiver namorando, vai terminar o namoro para viajar. Quando você pensava que tinha esquecido aquela música que tocou exaustivamente no carnaval ela vai atazanar de novo. Você perderá horas no Facebook olhando foto das amigas de biquíni se for homem, se for mulher vai passar horas procurando defeito no biquíni ou no corpo das amigas.

Agosto: Você vai conseguir se curar da micose adquirida no mês de julho, vai reafirmar as promessas feitas no fim de 2011 de emagrecer, se matriculará em uma academia e dessa vez irá...por três dias. As Olimpíadas vão terminar com alguma gracinha insossa do Tiago Leifert e com você afirmando que o Brasil tem tudo pra ser uma potência olímpica, só precisa de investimentos.

Setembro: Você vai aproveitar um feriado mas não faz a mínima ideia do que se comemora nele, será lançada alguma porcaria tecnológica que você não vai saber bem a serventia mas vai querer um. Você vai se divertir com o horário eleitoral dos vereadores e vai contrair uma hemorróida nervosa com o horário eleitoral para prefeito.

Outubro: Parentes e amigos nascido em Belém mas residentes fora voltarão à cidade bancando os turistas, você se entupirá de pato no tucupi e maniçoba e vai se lembrar de alguma promessa feita à Nossa Senhora de Nazaré que esqueceu de pagar. Você vai jurar ir na corda no próximo ano.

Novembro: Mais feriados cujos significados você nem imagina virão, a decoração dos shoppings e das lojas vai denunciar o fim do ano enquanto você começa a bolar justificativas para si mesmo do porquê não ter feito nada do que prometeu na virada de 2011 pra 2012. Começam os planejamentos com o décimo terceiro, serão tantos planos que ultrapassarão o valor do salário extra.

Dezembro: Você vai pedir perdão a todo mundo pelo que foi feito durante o ano, será obrigado a abraçar pessoas esquisitas nas festas de confraternização da empresa, piadinhas sobre o fim do mundo vão se proliferar e lhe fazer desejar o armagedon. Você vai passar horas sonhando com o dinheiro da Mega Sena da virada e vai esquecer de fazer o jogo. Retrospectivas vão jogar indiretas de que você nada fez em 2012.
*as imagens de dezembro ainda estão vivas na memória*
Além dessas precisas previsões, outras ocorrerão durante o ano todo:
  • Uma periguete que você conhece vai engravidar
  • Um jogador de futebol vai protagonizar um escândalo
  • Um anônimo fará sucesso na internet e todo mundo vai imitá-lo
  • A sexualidade de um astro adolescente vai ser questionada
  • Você vai ouvir falar da crise da Europa um pouco antes de trocar de canal.
E vocês leitores têm alguma previsão que queiram compartilhar? Cometem!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Noite do Gato Mia...

Olá transeuntes virtuais.

Vocês devem estar curiosos com a cara de pau de alguém fazer um convite convidar para um evento com um banner horrível tendo um gato com cara de pedófilo ao fundo. Mas eu vou explicar direito pra vocês.
A diversão noturna sempre foi importante para a humanidade, não é à toa que milhares de noites de sono foram perdidas para a invenção da luz elétrica, possibilitando assim uma das atividades mais inerentes à raça humana: descer até o chão.
 Tomas Edison feliz por poder fazer as pessoas descerem até o chão
A pessoa que gosta de sair durante a noite para algum tipo de diversão é tachada dos piores adjetivos como farrista, desocupada e o pior de todos: baladeira! Mas gostar da noite não faz de ninguém uma pessoa pior ou melhor. Apenas mais sonolenta durante o dia.
Eu sei que é esquisito as pessoas saírem pela noite se enfiando em salas escuras cheias de luzes piscando e requebrarem dando gritinhos, mas esse ritual constitui-se em resolver um dos maiores paradigmas da idiossincrasia humana, responder à pergunta: "quem é você na balada?".
Isso pode parecer fútil, soar fútil e realmente ser fútil, mas a futilidade é o mais doce foda-se da vida, capaz de definir o grau de recalque de uma pessoa.
 Eles sabem quem são na balada, ele não...
Durante a nossa vida construímos milhares de personalidades. A primeira inicia-se na escola, é mais frágil, indecisa e pateticamente cômica. Depois vem a fase das insanidades e proezas de se viver sem dinheiro com vinte e poucos anos. Daí em diante as responsabilidades soterram nossas personalidades e nos tornamos apenas zumbis esperando a sexta-feira.
 As diversas fases da vida
Perdidos de nós mesmos, temos dois dias, dois hiatos chamados de fim de semana, para podermos nos encontrar com alguma dessas personalidades perdidas. De tocar o dedo de quem queríamos ser (como no quadro de Adão do Michelangelo) por alguns segundos ou horas. Essa quase terapia de vidas passadas é ditada por cheiros, gavetas, fotos e - principalmente - música. Uma música tocada na hora certa pode fazer sua alma gemer sem sentir dor.
 A pessoa se encontra com ela mesma quando tá rolando uma música, a alma geme sem sentir dor
A música é o ente que nos envolve em seus braços e nos leva a viajar para um passado feliz como cafuné de uma morena ou para um futuro mais que perfeito, onde tudo vai dar fodásticamente certo enquanto a música estiver rolando.
Assim resolvemos tentar fazer uma festa onde você possa tentar se sentir abraçado (psicologica ou fisicamente) pelo ambiente criado. Procuramos duas pessoas (tão malucas quanto nós para somar nesse projeto) que sabem muito bem quem são na balada: @gisassey (a gata louca do Guamá) e o @cafecomarte. A ideia é simplesmente se divertir.
Durante a festa vai rolar uma brincadeira bem conhecida pelas crianças enxeridas: o gato mia. Quando o gato miar, as luzes se apagarão por um minuto e aí você pode fazer o que quiser (chorar, se espancar, imitar o William Bonner, se assanhar pra moça que não tem coragem) sem violentar a liberdade do coleguinha de dancefloor.
Pra balançar o esqueleto mais que um terremoto em Etérnia foi chamada a banda The Vassos, tocando aquelas músicas perdidas no fundo de alguma gaveta mental sua e que vem à tona em um Dejà Vu rebolativo. Teremos também o Djs Roberto Figueiredo, Bernardo Pinheiro, Gisa Smith e lorodadoca (meodeos!) procurando fazer essa noite a noite mais linda do mundo. Vai tocar tudo: de Kate Perry a Teddy Max.
Teremos também piscina de bolinhas com prêmios dentro, para vocês que - como eu - nunca pularam em uma, nutrindo traumas existentes até hoje. Vai também rolar cabo de guerra, muita azaração e beijo na boca.
O ingresso custa 15 reais, se vocês trouxerem um brinquedo (para doação!) ainda ganham um bom drink.
Não contamos com a sua presença, mas seria tão legal se você fosse!